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máquina de escrever

“Junto com Fernando Bonassi, MM criou no Brasil um gênero novo: a literatura suburbana. Sua  maravilhosa linguagem é uma demoníaca mistura de deboche oral e livres associações de idéias”
(Manuel da Costa Pinto, ensaísta e editor da revista Cult)

 
Marcelo Mirisola (paulista, 1966) é o escritor contemporâneo mais escatológico que podemos encontrar. Autor de contos, crônicas e romances, MM (como auto intitulou-se) abusa da não-linearidade e de confusas viagens ególicas para escrachar a sociedade – principalmente a classe média. Humor, ironia, linguagem chula e sarcasmo de boa qualidade é o que não falta em suas obras.

MM não tem papas na língua – seja para falar sobre sua tara pela vizinha lésbica e outras perversões sexuais  ou para criticar celebridades – o escritor não poupa em nada no que diz respeito a sexo, violência,  escatologia e lirismo, sim senhor! Seu dom para incomodar os outros já lhe rendeu algumas polêmicas e muitos desamores . Além disso, sempre que tem oportunidade, Mirisola sai distribuindo tapas de luva nos organizadores de prêmios e feiras literárias por dois simples motivos: nunca ter ganho um prêmio (ou uma mísera medalha) e por não ser convidado para estes eventos.

No total de suas obras, ele publicou os romances O Azul do Filho Morto (2002) e Bangalô (2003); Joana a Contragosto (2005) e Animais em Extinção (2008); os contos Fátima Fez os Pés Para Mostrar na Choperia (1998) e Herói Devolvido (2000); as coletâneas O Homem da Quitinete de Marfim, coleção de suas crônicas para a AOL (2007); e  Proibidão, coleção de seus contos proibidos (2008); ele também publicou O Banquete (2003), textos escritos baseado nas ilustrações do cartunista Caco Galhardo; e Notas da Arrebentação (2005), uma carta aberta ao escritor Juliano Garcia Pesanha, com um monólogo para teatro no fim.

Marcelo Mirisola veio para salvar a sociedade com sua genialidade única. É o nosso Bukowski. 

Foto: J.R. Duran, divulgação/ZH

Foto: J.R. Duran, divulgação/ZH

 A título de curiosidade, MM é formado em Direito, morou por alguns anos em Florianópolis e atualmente está radicado no Rio de Janeiro, onde publica suas crônicas regularmente no site Congresso em Foco.

 Para finalizar, estou disponibilizando um link para uma entrevista (em vídeo) que ele deu para o programa Bitnik  (realizado pela Fnac). Vale a pena assistir – até porque sua história sobre o Ursinho PomPom é impagável! 

  

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